Queira (dar) feedbacks! por Gustavo B. Mascarenhas


Com certeza já aconteceu com você. Alguém se aproximou com aquela cara de velório ou com o rosto vermelho de raiva, e disse: precisamos “conversar”... Nossa! Seu coração começou a bater mais forte e mais rápido, sua respiração ficou ofegante, você sentiu um frio na barriga e vontade de desaparecer num piscar de olhos para não ter que lidar com aquela situação.

Provavelmente não acabou bem e nem importa muito o que a pessoa disse, mas como disse. Machucou. Chateou. Magoou. Por outro lado, este alguém deve ter sentido que você fez o mesmo em algum momento do passado, e esta “conversa” que tiveram foi só um acerto de contas, ou seja, você também não soube como dar feedback e o que houve na verdade foi uma vingança.

Infelizmente esta situação é mais comum do que gostaríamos! Nossa emocionalidade quase sempre se sobrepõe à racionalidade, e metemos os pés pelas mãos. Acabamos fazendo o oposto do que seria um feedback, uma conversa com a real intenção de resolver o problema, neste caso, pois o feedback também pode ser um elogio em algumas situações. 

O feedback definitivamente não pode ser um momento para retaliações, mas sim para sanar feridas, esclarecer, criar ou intensificar a empatia que deve existir entre cada ser humano e evitar que o problema ocorra novamente. O feedback é necessário para crescermos, pois não somos 100% autossuficientes, precisamos de ajuda. Até conseguimos enxergar alguns dos nossos pontos fracos, mas muitos daqueles que não vemos podem ser percebidos por outros olhos. 

Considerando então que toda a ajuda é bem-vinda, quem sabe este roteiro lhe ajude a se organizar melhor para dar feedbacks, e sabendo como fazer, será mais fácil para conseguir receber melhor:

A primeira e mais importante de todas as dicas é: domar o impulso primário e instintivo de responder instantaneamente. Quem devolve violência com violência é animal e não ser humano. Uma outra saída é tentar levar na brincadeira, porém você precisa olhar para dentro de si, e verificar com honestidade se conseguiu mesmo ou se ficou com algo mal resolvido.

De qualquer forma os sintomas como aceleração cardíaca e respiração ofegante podem aparecer. Para ajudar utilize técnicas respiratórias do DeROSE Method. Caso ainda não tenha contato com esta ferramenta de alta performance e autoconhecimento, faça alguns minutos de respiração lenta e profunda.

Outra dica que ajuda bastante é considerar a situação emocional da outra pessoa. Muitas vezes ela está em uma enrascada, ou algum parente próximo faleceu há pouco tempo, ou o casamento acabou, ou qualquer outra coisa que tenha tirado a pessoa dos trilhos.

Depois de tudo isso, prepare-se para passar o feedback de forma clara e objetiva, porém de forma educada e gentil, lembre-se que a forma de falar, o tom de voz e o volume fazem toda a diferença. Pense bem antes, pois o fato de quase nunca sabermos transmitir bem por meio de palavras o que estamos sentindo, pode piorar a situação. Além disso espere o momento certo, geralmente um momento reservado, sem plateia, e no qual as duas partes estejam emocionalmente mais estáveis é mais apropriado.

O conteúdo deve estar focado na questão e não na pessoa (evite julgar). Assim este momento tende a ser muito mais pacífico e racional. Concentrando as forças no sentido da resolução.

É necessário também ter a real intensão de ajudar o outro a melhorar. O feedback deve ser encarado como um presente, algo valioso que vai ajudar a outra pessoa a evoluir. Se você conseguir dar o feedback com esta intenção, todas as dicas anteriores ficarão mais fáceis.

Estas são somente algumas dicas para você poder cultivar boas relações humanas, que consistem em comportamentos que respeitem a outra pessoa, seja ela amiga, cônjuge, parente ou estranha. Estas relações devem estar alicerçadas em princípios como a ética, a liberdade, a educação, a elegância, a discrição, a sutileza, a empatia, o amor ao próximo e a busca pela felicidade.

Se você já está no nível de conseguir enxergar e extrair o melhor de qualquer situação, então vai compreender plenamente que todo feedback é bom. Se este ainda não é o seu caso, então leia várias vezes este texto e coloque em prática estas dicas, assim um dia poderá dizer sem reservas: quero feedbacks!



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